Dr. Marco Antonio Iazzetti | Infectologista Pediátrico

Entendida a síndrome PFAPA: o que é e como afeta as crianças?

Criança com febre. Infectologista pediátrico. Síndrome PFAPA

A Síndrome PFAPA é uma condição inflamatória crônica que afeta crianças, causando episódios de febre recorrente que podem ser acompanhados por sintomas como faringite, aftas na boca e aumento dos linfonodos no pescoço (adenite cervical). Embora seja uma condição relativamente rara, é uma das causas mais comuns de febre recorrente em crianças.

Os episódios geralmente começam antes dos 5 anos de idade, ocorrem em intervalos regulares (a cada 3 a 8 semanas) e duram de 3 a 7 dias. Entre as crises, a criança geralmente apresenta bom estado de saúde, sem sinais de infecção ou outros problemas. A Síndrome PFAPA não está associada a infecções bacterianas ou virais, o que torna o diagnóstico desafiador para muitos pais e profissionais.

Quais são os sinais e sintomas da PFAPA?

Os episódios de PFAPA apresentam sintomas bem característicos, que incluem:

  • Febre alta recorrente: Surge de forma súbita e pode durar vários dias.
  • Estomatite aftosa: Pequenas aftas dolorosas dentro da boca.
  • Faringite: Inflamação na garganta, muitas vezes com dor ao engolir.
  • Adenite cervical: Inchaço dos gânglios linfáticos no pescoço, que pode causar desconforto.

Além disso, durante as crises, algumas crianças podem apresentar cansaço, irritabilidade e falta de apetite. No entanto, é importante destacar que entre as crises, elas geralmente retornam ao estado normal, sem apresentar nenhum sintoma.

Diagnóstico da PFAPA

O diagnóstico da PFAPA é clínico e baseia-se nos sintomas característicos e na exclusão de outras condições, como infecções recorrentes, imunodeficiências ou doenças autoimunes. Não há exames laboratoriais específicos para confirmar a PFAPA, mas testes podem ser solicitados para descartar outras causas de febre recorrente.

O infectologista pediátrico é o profissional indicado para avaliar a criança e diferenciar a PFAPA de outras condições que também podem causar febre recorrente, como doenças autoinflamatórias ou infecções persistentes.

Como é o tratamento da PFAPA?

Embora a PFAPA não tenha cura, os episódios podem ser controlados com intervenções médicas. Durante as crises, o uso de corticosteroides, como prednisona, é eficaz para reduzir a febre e aliviar os sintomas. No entanto, essa abordagem deve ser orientada por um médico, já que o uso inadequado pode interferir no intervalo entre as crises.

Em casos mais graves ou quando os episódios se tornam muito frequentes, a remoção das amígdalas (amigdalectomia) pode ser considerada como uma opção de tratamento, com bons resultados em muitas crianças.

O acompanhamento com o infectologista pediátrico é fundamental para monitorar a evolução do quadro, ajustar o manejo e oferecer suporte contínuo aos pais.

A Síndrome PFAPA pode ser desafiadora para as famílias devido à recorrência das crises e à necessidade de diferenciar a condição de outras doenças. No entanto, com o acompanhamento adequado de um infectologista pediátrico, é possível controlar os episódios e proporcionar uma melhor qualidade de vida para a criança.

Se o seu filho apresenta febre recorrente e outros sintomas característicos da PFAPA, procure um especialista para avaliação. Diagnóstico e manejo precoces fazem toda a diferença! Caso tenha alguma dúvida basta mandar uma pergunta pelo nosso contato. 

Dr. Marco Antonio Iazzetti
Infectologista pediátrico | Pediatra | Acupunturista
CRM/SP: 79060 – RQE: 46101 – RQE: 72245