Algumas infecções não são tão frequentes na rotina pediátrica, mas merecem atenção redobrada devido ao seu potencial de impacto na saúde da criança. É o caso da toxoplasmose, citomegalovírus (CMV), mononucleose e outras infecções congênitas ou adquiridas que exigem acompanhamento especializado. Nessas situações, o infectologista infantil é o profissional indicado para diagnóstico, tratamento e orientação da família.
Por que essas infecções preocupam?
Infecções como toxoplasmose e CMV podem ser transmitidas ainda durante a gestação (infecções congênitas), afetando o desenvolvimento neurológico, auditivo, visual e motor do bebê. Outras, como a mononucleose, podem surgir mais tardiamente e também provocar sintomas persistentes e quadros clínicos complexos.
Mesmo quando o nascimento ocorre sem sintomas aparentes, é possível que sinais surjam ao longo do desenvolvimento, como atraso na fala, dificuldades motoras ou alterações em exames laboratoriais. Por isso, o acompanhamento com o infectologista pediátrico é fundamental, especialmente em casos já diagnosticados ou com histórico sugestivo dessas condições.
Sinais de alerta: quando buscar o infectologista pediátrico?
Os pais devem estar atentos a sintomas que vão além do esperado para infecções comuns da infância. Alguns sinais incluem:
- Febre persistente sem causa aparente
- Infecções de repetição (vias aéreas, urinárias, etc.)
- Alterações nos exames laboratoriais de rotina
- Sintomas neurológicos ou auditivos associados a histórico de infecção congênita
- Diagnóstico prévio de toxoplasmose, CMV ou mononucleose
- Exposição materna durante a gestação
Se algum desses sinais estiver presente, é importante considerar uma avaliação com o infectologista infantil em São Paulo ou em sua região.
O que faz o infectologista pediátrico nesses casos?
Esse especialista investiga o histórico clínico, solicita exames específicos quando necessário e orienta o tratamento adequado. Também pode atuar em conjunto com outros profissionais (como neuropediatras, otorrinos ou oftalmologistas), garantindo uma abordagem multidisciplinar. Além disso, orienta a família sobre prevenção de reinfecções e complicações a longo prazo, especialmente quando há comprometimento imunológico ou sequelas.
Prevenção e cuidados contínuos
Manter o acompanhamento médico regular, realizar exames pré-natais adequados e seguir o calendário vacinal são medidas essenciais para evitar infecções como toxoplasmose e CMV. Quando há suspeita ou confirmação dessas doenças, o suporte especializado do infectologista infantil faz toda a diferença para o manejo adequado e a proteção do desenvolvimento da criança.
Dr. Marco Antonio Iazzetti
Infectologista pediátrico | Pediatra | Acupunturista
CRM/SP: 79060 – RQE: 46101 – RQE: 72245